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quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Saudade

"Sabes que (...) mais do que viajar pelo tempo, prefiro o movimento neste nosso pobre espaço, preguiçando, e tudo isso que parece pecado mortal? Era o que eu faria de bom grado, a estas horas da tarde, já quase ao crepúsculo, se soubesse que no fim estavas tu, a única coisa real deste tumulto de palavras: não imagem vã, mas sim tangível, em carne e sangue. Mas a tua realidade, nesta hora de hoje, é a realidade da tua ausência, pura presença do não estar, (...). Há bocado, talvez há pouco mais de meia hora, deu-me a fúria da solidão, a vontade desesperada de te chamar sem resposta, (...) por todas as veredas, por todos os recantos: procurar e não encontrar, já não o teu corpo, nem mesmo a tua sombra."

Gonzalo Torrente Ballester - "A Ilha dos Jacintos Cortados"

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Saudade...

Tenho tantas saudades tuas...
Desde que partiste, naquele domingo cinzento (que até podia estar um sol radioso mas, para mim, estava cinzento), parece que falta uma parte de mim...
Procuro-te vezes sem conta... na cama, no carro, à mesa... em todos os sítios onde estivemos, a minha mão procura a tua, a minha boca procura a tua... mas, não estás. Partiste naquele domingo cinzento não na barriga do mesmo monstro mas, na de outro parecido à mesma hora.
Desta vez, custou mais... passou-se o fim de semana seguinte e não voltaste. E sei que a ti também te custa... custa a ambos, cada vez mais! O nosso amor cresce, cresce e consequentemente, a nossa separação torna-se mais e mais difícil...
Mas tu descobriste uma forma de atenuar essa saudade, pelo menos a mim... foste buscar a tua webcam e assim, posso ver-te! Fiquei tão feliz quando te vi ontem! Senti-me como se fosse uma pessoa que tivesse vivido toda a vida isolado do mundo e, de repente, alguém aparecesse e lhe mostrasse uma televisão...
Apesar de te ver, em tempo real, não é a mesma coisa. Falta-me o estares ali, a meu lado, a falar comigo, a dar-me a mão, a beijar-me, a dizer-me que me amas...
Aaaiiiii!!!
Fazes-me tanta falta!
E digo-o... sim, digo-o... para toda a gente ouvir, sem receios: -AMO-TE!