quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Boca do mundo



Se a chama chega,

E ninguém chega à chama
Do que vale arder?
Se o barco parte sem velas,
De que serve a maré?

Não se mostra o trajecto
A quem parte para se perder
Não se dá boleia
A quem precisa de ir a pé

E é como quando pensas que estás a chegar
E não deste um passo

Onde eu estou, nada mais pode crescer
Eu sou assim, uma fénix a arder
São só os meus erros, é toda a minha culpa
E é todo o meu cansaço

Hoje até o ar anda cansado
Preciso de um enigma
P'ra pôr fim ao propor
Não sei o que me deu, não costumo estar assim
Desço a rua que passa, rente à boca do mundo

Sinto a vida que passa
E os rumores que circulam na boca do mundo

Onde eu estou, nada mais pode crescer
Eu sou assim, uma fénix a arder
São só os meus erros, é toda a minha culpa
E é tudo o que faço
E é todo o meu cansaço

Por fim, por fim...

Onde eu estou, nada mais pode crescer
Eu sou assim, uma fénix a arder

Onde eu estou, nada mais pode crescer
Eu sou assim, uma fénix a arder
São só os meus erros, é toda a minha culpa
É tudo o que faço
E é todo o meu cansaço

E é tudo o que faço
E é todo o meu cansaço

Por fim, por fim...

Sinto a vida que passa
Na boca do mundo, não se sabe quem é quem...

Mesa - "Boca do mundo"

4 comentários:

Teté disse...

Gostei do poema! Mais do que da música...

Beijinhos!

Anónimo disse...

música: Muse-New Born.
agradecemos a visita
agradecemos o elogio
somos realmente os melhores
não somos nada humildes
temos a noção do nosso valor intríseco
amanhã:novo programa.

Gostamos do poema e do blog em si.
si
os contemporãneos
http://contemporaneosfixe.blogspot.com/

Matchbox31 disse...

Teté: Sem dúvida, prefiro o poema. Foi por isso que ficou sozinho, sem música. É muito bonito mesmo.

Beijinhos

Matchbox31 disse...

Anónimo: Hummm... Muse - New born?
Acabaste de subir vários pontos na minha consideração e já estavas bem lá em cima!
Amanhã não vou perder de certeza!
Obrigado pela visita!