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terça-feira, 29 de julho de 2008

O bom funcionamento das finanças... (ou não!)

Cometi um erro básico, eu sei...
E cometi-o, quando tive a triste ideia de ir renovar o B.I..
Acontece que, na minha terra, já não se pode ficar com aqueles-B.I.'s-estupidamente-grandes-e-feios-e-que-demoravam-
3-dias-a-estar-prontos, na minha terra, agora, é tudo à base de C.C.'s (Cartão do cidadão) ou aquele-cartão-esbranquiçado-e-um-bocado-gay-que-é-um-
autêntico-espião-e-demoram-2-meses-
a-estar-prontos.
Acontece que, como já referi, esse cartão é uma autêntico espião e sabe tudo acerca de nós.
Logo, os "senhores" das fananças... ai! Finanças, encontraram-me... pois, qual não é o meu espanto quando, um dia destes, recebo uma cartinha desses amores...
E a carta dizia o seguinte: Queira ir ao site das finanças e seleccione a opção "fidelizar morada" para actualização dos seus dados.
Ora como tudo o que vem do governo nunca funciona, essa opção, simplesmente NÃO EXISTE no site! Logo, COMO É QUE FIDELIZO A MORADA????
Depois, resolvi inscrever-me para me facultarem uma password para poder introduzir os meus dados. A resposta do site foi: A password será enviada pelo correio.
Peço desculpa se estiver enganado mas, se é para enviar uma carta a alguém, é suposto sabermos a morada, certo?
Ora se eu não confirmei a morada, COMO ME PODEM ENVIAR A MERDA DA PASSWORD????
Sinceramente!
Só em Portugal!

terça-feira, 11 de março de 2008

Café na baixa

Como aliás tem vindo a ser habitual, no passado fim de semana, desloquei-me a Lisboa (porque será?).
Depois de almoço, eu, a minha namorada, a filha dela(R) e o namorado desta(M) (parece o título de um filme!) resolvemos ir até à baixa para beber o cafézinho da praxe.
Chegados lá, com o que nos deparámos? Isso mesmo, a manifestação dos professores! Escusado será de dizer que demorámos uma eternidade para encontrar estacionamento, ainda por cima, fomos no carro do M que, como seria de esperar, é todo artilhado e coisas desse tipo logo, com o belo estado em que as ruas de Lisboa estão, tinha que ir com todos os cuidadinhos. Meia hora depois, lá conseguimos encontrar estacionamento.
Dirigimo-nos então para o Chiado convista a beber o tal cafézinho, quando lá chegámos, fui com a Dreams comprar lingerie (que lhe ficou fantasticamente bem) enquanto a R e o M foram falar com uma amiga na loja em frente. Até aqui, tudo bem.
Acontece que, quando saímos da loja para nos reencontrarmos, a R e o M tinham desaparecido. Procurámos rua a cima e rua a baixo e nada! Então, achei que estava na altura de usar os telemóveis:
-Amor, liga à R para saber onde ela está, é mais fácil.
-Ok, então empresta-me o teu porque deixei os meus em casa.
-Deixaste o quê?
-Sim, deixei os meus telemóveis em casa...
-Amor... o meu também ficou em casa, estava sem bateria... - constatei já a ficar branco.
-Ai! E agora?
- Ligamos de uma cabine telefónica! - sugeri feliz por ter arranjado solução.
-Amor... eu não sei o número da R de memória...
-Bonito, isto está a correr bem! (mal sabia eu)
-Já sei, vamos ter ao carro porque eles têm que ir para lá. - disse achando ser a melhor solução.
E assim fizemos. Mas, qual não foi o nosso espanto quando, ao chegar ao carro, só encontrámos o lugar vazio onde ele estivera...
-Eu não acredito nisto amor! - Exclamei incrédulo.
-Só se formos de autocarro, amor...
Lá nos dirigimos então a toda a pressa para o Rossio. Evidentemente que durante todas estas caminhadas para trás e para a frente, íamos atravessando a manifestação várias vezes.
Chegados à paragem do Rossio, começámos a consultar os horários dos autocarros e os que passavam mais perto de casa...
-Não vale a pena! - interrompeu um senhor.
-Desculpe? - perguntei a temer a resposta.
-Não há autocarros há 4 horas! É por causa da manifestação...
-Eu não acredito nisto!
-Ai, amor! Só se formos de metro até ao Campo Pequeno...
-Boa ideia, amor!
E fomos para o subsolo. Mas, eis que, azar dos azares, foi precisamente na altura em que , lá em cima, a manifestação acabou. Logo, o metropolitano encheu-se de professores a quererem ir para casa. As bichas para os bilhetes eram intermináveis e, quando as máquinas começaram a avariar ainda piores ficaram.
-E agora, amor? - perguntei vendo os últimos cartuchos a acabar.
-Temos que esperar, amor.
-E se fossemos de taxi até casa? - perguntei já a sentir a minha claustrofobia a aumentar.
-São 30€, amor.
-O quê? F***-**!
-Pois, ainda é longe...
De repente, uma ideia atravessou-me o espírito:
-Mas podemos ir de taxi até ao Campo Pequeno e lá apanhar o autocarro.
-Sim, mas também tive uma ideia. Vamos ver se a manifestação já acabou na Avenida da Liberdade porque pode já haver autocarros.- disse a Dreams.
Assim fizemos até porque, se não houvesse autocarros, facilmente apanhávamos um taxi.
Chegámos lá, consultámos o horário e, 10 minutos depois, lá estava o autocarro ou seja, a lata de sardinhas... devido a ser o primeiro autocarro em várias horas, evidentemente, vinha a abarrotar!
Mas, estávamos tão saturados, que entrámos na mesma... por entre encontrões e cheiro a suor e outras coisas normais neste tipo de situação, lá descemos numa paragem que a Dreams sabia que era a mais perto de todas.
-Pronto, querido. Agora, é só mais meia horinha a pé e estamos em casa!
-O quê? Ainda? Este dia não tem fim? (não esquecer que começou às 5 da manhã com um telefonema a dizer que não podia contar com o pão para a loja e lá pelo meio uma manhã de trabalho e uma viagem do Redondo a Lisboa.)
Andámos, andámos até que, finalmente, chegámos a casa. Onde, estavam o M e a R refastelados no sofá a ver televisão.
-Então, saem de casa e não levam os telemóveis? - perguntaram.
-Não digam nada!
Contámos-lhes então as desventuras todas e rimos todos a bandeiras despregadas quando a Dreams, no meio da risota, disse:
-E acabámos por não beber café!

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Visita ao Centro de Saúde

Eu sei que sou uma pessoa que não liga absolutamente nada à saúde, é um facto.
Mas, quase cinco anos depois das últimas, resolvi pedir à minha médica de família para me passar aqueles papéis manhosos para fazer análises...
Assim que lá cheguei, veio-me logo à memória o porquê de eu evitar ao máximo deslocar-me àqueles sítios...
Começou logo na recepção, estava à espera da minha vez e veio um saco de naftalina (entenda-se: uma velha das que tresandam a naftalina) meter-se à minha frente, apesar de terem implementado o sistema de senhas há bastante tempo mas, a criatura devia ter muita pressa ou então, é apenas um vício que lhe está entranhado nos ossos cheios de osteoporose. Evidentemente, não lhe dei a minha vez, até teria dado se não tivesse tentado passar-me à frente mas eu sou assim se for é a bem porque a mal... não vai mesmo! Bom, adiante.
Finalmente, passei para a sala de espera (meia hora depois) onde, estava o já tradicional friso de sacos de naftalina e, na televisão, passavam os programas estúpidos que passam todas as tardes... Comecei por descobrir que grande parte das cadeiras, tinha uma coisa chamada parafusos a trespassar o forro e, por conseguinte, algo que temos chamado nádegas! A sorte é que é só atravessar o corredor e dão vacinas contra o tétano!
Esperei, esperei... até que, horror dos horrores, ouvi anunciar na televisão: "-Não percam, dentro de momentos, o Trio Odemira!"
NNNNNNNNNNNNNNÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOO!!!!!!! pensei eu. Mas, ou pensei muito alto ou então, o meu rosto transparecia o verdadeiro terror que sentia porque dei com uma data de gente a olhar para mim... Comecei com suores frios e a suplicar a todos os dEUSES para ser chamado antes. Evidentemente que tal não aconteceu... (e ainda querem que acredite em dEUS?) Lá tive que suportar o Trio Odemira e reparar como as velhas e os velhos ficaram especados a ver aqueles 3 cromos de lagriminha saudosista do tempo em que estes ainda não eram múmias, ao canto do olho...
Finalmente, um paciente que acabava de sair, chamou o meu nome (sim, leram bem) afastando-me assim daquele episódio deprimente. E então, quase duas horas depois, lá entrei para a consulta.
A doutora foi muito simpática como sempre mas, quando me preparava para sair, disse-me:
"-Posso pedi-lhe um favor?"
"-Concerteza.-respondi"
"-Quando sair pode-me chamar a D.ª Fulana Tal?"
"-..."
Saí, lá chamei o saco de naftalina que era para chamar e vim-me embora a pensar: "Acho que vou passar na recepção e pedir o dinheiro da taxa moderadora de volta! Toda a maneira estou a desempenhar funções que alguém deveria estar a desempenhar..."
Mas depois:"Nah! Não vale o esforço, vou antes dedicar um post a isto! Agora já me lembro porque evito vir a estes sítios!"